Citi avalia que setor imobiliário deve continuar aquecido em 2026

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Alã Mota

O setor imobiliário brasileiro, após um desempenho expressivo em 2025, deve continuar apresentando dinâmica positiva em 2026, mesmo que o ritmo de crescimento não seja tão acelerado quanto no ano anterior. Em relatório global sobre ações de real estate, o banco Citi avalia que o “rali” do mercado imobiliário — que em 2025 impulsionou o índice IMOB em cerca de 73,5% — tem potencial para ganhar novo fôlego, apesar de desafios como estoques baixos e a volatilidade associada ao ano eleitoral.

O relatório mostra que a América Latina, com destaque para o Brasil, é vista entre as regiões com perspectivas mais favoráveis no segmento imobiliário em 2026, apoiada por fatores macroeconômicos como a expectativa de queda das taxas de juros e da inflação, que podem melhorar o apetite por investimentos em habitação. Além disso, programas habitacionais como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com orçamento robusto previsto, devem continuar impulsionando a demanda, especialmente no segmento de baixa renda.

No segmento residencial de alto padrão, a análise indica que lançamentos consistentes, aliados à redução esperada da Selic e ao baixo nível de estoque disponível no mercado, podem favorecer incorporadoras com foco nesse público, como a Cyrela, citada entre as empresas com potencial de se beneficiar no cenário atual. Por outro lado, a acessibilidade ao crédito e as taxas ainda elevadas de financiamento entram como pontos de atenção que podem moderar a expansão em determinados nichos.

As perspectivas positivas também se estendem às construtoras voltadas para a habitação de baixa renda, com a estabilização dos custos de construção apontada como um elemento de suporte à continuidade das vendas e dos lançamentos. Além disso, medidas como a isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5.000 podem ampliar o acesso ao crédito habitacional para trabalhadores informais, potencialmente expandindo a base de compradores.

Apesar do otimismo, o relatório ressalta que 2026 não deve repetir a performance excepcional de 2025 de forma generalizada, mas ainda assim representa um ambiente favorável para o setor, com oportunidades de crescimento em segmentos residencial, varejo e industrial, enquanto áreas como escritórios e data centers enfrentam desafios mais complexos.

Especialistas entrevistados no contexto da análise sublinham que a ideia de que “vai faltar grua” — expressão usada para ilustrar a possibilidade de escassez de equipamentos e capacidade construtiva diante da alta demanda — reflete não uma limitação estrutural, mas um sinal de que o mercado está em plena atividade, com lançamentos e projetos acelerados, o que paradoxalmente pode proteger o setor contra excesso de oferta no futuro.

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