Os aeroportos de Feira de Santana e do município de Conde, no litoral norte da Bahia, foram incluídos na lista de projetos que receberão investimentos federais voltados à infraestrutura aeroportuária regional, como parte da nova carteira de empreendimentos do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para o ciclo 2026/2027. Os recursos destinados ao Nordeste somam R$ 424,2 milhões, dentro de um pacote estimado em quase **R$ 1,8 bilhão em investimentos para aeroportos regionais em todo o Brasil.
No caso da Bahia, os recursos serão aplicados na elaboração de estudos e projetos básicos para a modernização do terminal de Feira de Santana, principal aeroporto da segunda maior cidade do estado, e para a implantação de um novo aeroporto em Conde, fortalecendo a conectividade regional e criando condições para ampliar o fluxo de passageiros. A inclusão dessas obras no programa federal reforça a estratégia de desenvolvimento da aviação regional, buscando ampliar a **capacidade operacional, a segurança e o acesso aéreo entre municípios do interior e grandes centros.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que a ação faz parte de uma carteira robusta de projetos que prepara os aeroportos regionais “para crescer com segurança, eficiência e foco no desenvolvimento das cidades”, destacando a importância de ampliar a infraestrutura de transporte como forma de impulsionar a economia local. Além dos aeroportos baianos, outros terminais em estados como Ceará, Maranhão, Paraíba e Tocantins também serão contemplados com recursos para estudos, projetos e instalações de estruturas de apoio, como estações meteorológicas, no âmbito do programa federal.
Um dos diferenciais do novo ciclo de investimentos é a adoção da metodologia BIM (Building Information Modelling) em cerca de 65% dos projetos, em conformidade com a Estratégia BIM BR e a Lei nº 14.133 de 2021, que regula as contratações públicas no país. A ferramenta permite integrar informações sobre custos, prazos, materiais e manutenção, aumentando a eficiência, reduzindo erros e melhorando a tomada de decisões ao longo de todo o ciclo dos empreendimentos.
A expectativa de autoridades e agentes do setor é de que a aplicação desses investimentos fortaleça a aviação regional, gere empregos e dinamize a economia dos municípios envolvidos, contribuindo para uma malha aérea mais integrada e competitiva, com reflexos positivos tanto para o turismo quanto para o comércio e os serviços locais.







