Mercado de escritórios dá sinais de retomada e volta ao radar dos incorporadores

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Alã Mota

O mercado de espaços corporativos em São Paulo mostra sinais claros de retomada, a ponto de incorporadores estarem reconsiderando investimentos em novos prédios de escritório após anos de retração. Essa percepção, segundo Marina Cury, CEO da Newmark no Brasil, tem se reforçado em conversas com investidores, que nos últimos anos concentraram sua atenção em galpões logísticos, impulsionados pelo avanço do e-commerce, e em empreendimentos residenciais de alto padrão.

Embora a entrega de novo estoque de escritórios na capital paulista siga bem abaixo da média histórica — com cerca de 154 mil metros quadrados adicionados em 2025, 37% menos que a média anual de 242 mil m² — a demanda apresenta dinâmica oposta ao cenário de oferta. No acumulado até o terceiro trimestre do ano, a absorção líquida de espaços corporativos alcançou 261 mil m², o dobro da média histórica de 128 mil m², indicando que empresas estão retomando ou ampliando presença física.

A executiva destaca que, até pouco tempo, havia apenas uma ou duas demandas por ano para locação de grandes espaços, acima de 10 mil m², enquanto hoje essa procura ocorre com muito mais frequência, reflexo de uma nova fase em que companhias estão revertendo políticas de home office adotadas durante a pandemia e buscando retornar ao trabalho presencial por questões de produtividade. Parte desse retorno tem sido viabilizada por modelos híbridos de trabalho, com presença no escritório dois dias por semana, o que tem levado empresas a buscar mesas fixas novamente, em vez de arranjos temporários ou compartilhados.

Apesar desse movimento de retomada, a oferta de escritórios ainda não acompanha a velocidade da demanda, e o nível de pré-locação de imóveis que serão entregues em 2026 já está elevado, pressionando o mercado para novos projetos. A Newmark projeta que cerca de 240 mil m² de escritórios serão entregues em 2026, alinhando-se à média histórica e aproximando-se dos níveis observados em 2021, quando projetos iniciados pré-pandemia concluíram-se. No entanto, grande parte desse volume é decorrente de projetos que haviam sido adiados, e a dinâmica de novas construções continua moderada, de acordo com a head de inteligência e pesquisa de mercado da empresa, Mariana Hanania.

A pressão por novos empreendimentos tende a se concentrar nas áreas mais nobres da cidade — como Avenida Faria Lima, Juscelino Kubitschek e Paulista — onde a oferta de espaços de alto padrão é restrita e a demanda permanece intensa. Em algumas dessas regiões, a busca por escritórios de qualidade é tão alta que negociações avançam rapidamente, “como se houvesse uma fila de espera” para fechar contratos, observa Marina Cury.

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