A construção civil baiana se firma como a mais robusta entre os estados do Norte e Nordeste, segundo dados do IBGE referentes a 2024. O levantamento mostra a Bahia na 7ª colocação do ranking nacional de empresas do setor com cinco ou mais pessoas ocupadas — posição que, ainda assim, representa a liderança regional incontestável.
No ano de referência, o estado contava com 2.886 empresas de construção em atividade, número que correspondia a 4,1% do total brasileiro (70.078 empresas) e a 25,5% de todo o contingente nordestino (10.535 empresas). À frente da Bahia no ranking nacional aparecem apenas São Paulo, com 21.286 empresas, Minas Gerais, com 8.091, e Santa Catarina, com 6.278, entre outros estados mais industrializados.
Empregos e remuneração
O setor empregava, em 2024, 127.920 trabalhadores na Bahia — o 5º maior contingente do país e, novamente, o maior do Norte-Nordeste. Esse número representava 5,9% de todos os ocupados na construção civil brasileira (2.181.647 trabalhadores) e quase 30% do total nordestino (427.445). Apenas São Paulo (596.163 empregados), Minas Gerais (266.591), Rio de Janeiro (177.174) e Paraná (136.818) superaram a Bahia em número de trabalhadores no setor.
Em remuneração, as empresas baianas de construção pagaram R$ 4,525 bilhões em salários, retiradas e outras formas de pagamento — uma participação de 5,2% no total nacional, a 6ª maior do país e também a liderança regional. Apesar do volume expressivo, o salário médio do trabalhador baiano da construção ficou em 1,9 salário mínimo, ligeiramente acima da média nordestina (1,8 salário mínimo), mas abaixo do patamar nacional, de 2,2 salários mínimos.
Volume de obras
O valor total de incorporações, obras e serviços de construção na Bahia somou R$ 25,912 bilhões em 2024 — o 5º maior montante do Brasil e, mais uma vez, o líder do Norte-Nordeste. Essa cifra representou 5,6% do total nacional (R$ 464,354 bilhões) e expressivos 31,1% de tudo o que foi produzido pelo setor no Nordeste (R$ 83,336 bilhões). No ranking por estado, a Bahia ficou atrás apenas de São Paulo (R$ 125,364 bilhões), Minas Gerais (R$ 58,617 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 35,239 bilhões) e Paraná (R$ 29,915 bilhões).
A composição desse investimento revela onde está o foco da construção baiana: as obras de infraestrutura responderam por 44,3% do valor total, equivalente a R$ 11,5 bilhões. A construção de edifícios veio em segundo lugar, com 35,2% (R$ 9,1 bilhões), seguida pelos serviços especializados para construção, com 20,5% (R$ 5,3 bilhões). O padrão acompanha, em linhas gerais, a tendência observada no Brasil como um todo, onde infraestrutura (38,4%, ou R$ 200,9 bilhões) e edificações (38,1%, ou R$ 198,9 bilhões) também dividem a maior parte dos investimentos do setor.







