Os preços dos imóveis em Salvador subiram 10,38% nos últimos 12 meses, mais que o dobro da inflação do período (4,45%). Os dados são do Índice FipeZAP referente a setembro de 2026. Entre as capitais monitoradas, a capital baiana fica atrás apenas de Vitória (11,93%) e à frente de Fortaleza (10,20%) e Brasília (9,80%). A média nacional do índice foi de 5,51%.
No acumulado de 2026, a alta é de 7,73%. Em setembro, a variação mensal foi de 0,44%.
Espaço para crescer
Mesmo com a valorização, o metro quadrado em Salvador custa em média R$ 8.691, o segundo menor valor entre as capitais avaliadas, atrás apenas de Porto Alegre (R$ 7.545). O preço está cerca de 13% abaixo da média nacional (R$ 10.015) e equivale a pouco mais da metade do praticado em Vitória (R$ 15.905), o que indica amplo espaço para valorização.
Bairros: Brotas lidera a alta, Barra tem o m² mais caro
Entre as zonas mais representativas do índice, a Barra tem o metro quadrado mais caro (R$ 13.444), com alta de 15,0% em 12 meses. Brotas teve a maior valorização, de 18,4%, e preço médio de R$ 10.032. Veja o desempenho dos principais bairros:
- Barra: R$ 13.444/m² (+15,0%)
- Caminho das Árvores: R$ 11.447/m² (+6,7%)
- Ondina: R$ 11.165/m² (+13,9%)
- Rio Vermelho: R$ 10.279/m² (+9,6%)
- Brotas: R$ 10.032/m² (+18,4%)
- Pernambués: R$ 9.054/m² (+7,8%)
- Graça: R$ 8.764/m² (+13,8%)
- Pituba: R$ 8.322/m² (+5,9%)
- Imbuí: R$ 8.231/m² (+4,4%)
- Itaigara: R$ 7.788/m² (+15,0%)
Aluguel também sobe
O mercado de locação acompanha o movimento. Em agosto, os aluguéis residenciais em Salvador acumulavam alta de 11,14% em 12 meses. A rentabilidade média do aluguel (rental yield) está em 7,00% ao ano, acima da média das 36 cidades acompanhadas pelo índice, em torno de 6%.
Oferta em baixa
O cenário de preços em alta é reforçado pela escassez de oferta. Dados recentes da BRAIN apontam que o estoque de imóveis novos em Salvador está nas mínimas históricas: se nenhum novo lançamento chegasse ao mercado, as unidades em poder das incorporadoras se esgotariam em apenas seis meses.
Fonte: Índice FipeZAP (informe de setembro/2026) e BRAIN. A inflação de setembro considera o IPCA-15, adotado pelo FipeZAP como prévia do IPCA.





