O mercado de eventos do Nordeste vem abrindo oportunidades para empresas de tecnologia, infraestrutura e serviços especializados. Na Bahia, a Secretaria de Turismo informou em agosto que Salvador sediou 51 encontros corporativos e de negócios em 2026, com outros 14 já confirmados até dezembro. A captação desses eventos faz parte da estratégia do estado para manter o fluxo de visitantes ao longo do ano e reduzir os efeitos da sazonalidade.
Ceará lidera crescimento e orçamentos
De acordo com a DataEventos, plataforma de inteligência da MeEventos, o Ceará registrou alta de 18,6% no indicador de eventos entre janeiro e maio de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. No conjunto da região acompanhado pela plataforma, a variação foi de 0,5%.
O estado cearense também lidera o valor dos orçamentos registrados na base, com 43,2% do total do Nordeste nos cinco primeiros meses do ano. Na sequência aparecem Bahia (21,9%), Paraíba (10,3%) e Pernambuco (9,6%). Os percentuais refletem a participação nos valores orçados, e não necessariamente o desempenho efetivamente realizado pelas empresas.
Calendário diversificado exige fornecedores preparados
Para Leonardo Pereira, CEO do Grupo Pleno, a diversificação do calendário amplia as oportunidades e eleva a exigência sobre a cadeia de fornecedores. “O Nordeste reúne a força das festas populares e o potencial dos congressos, das feiras e dos encontros corporativos. Para transformar esse movimento em negócios recorrentes, é preciso investir em planejamento, equipes preparadas e tecnologia. Cada evento exige uma operação capaz de entregar qualidade, cumprir prazos e atender às necessidades do público e dos organizadores”, afirma.
Segundo o executivo, o crescimento já era esperado, sobretudo pela demanda por experiências que vão além do pavilhão ou da sala fechada e pela força do turismo na região. Em razão dessa previsão, a empresa abriu uma filial em Recife, em 2014, e um novo posto de atendimento em Sergipe, em 2025.
Impacto também chega ao interior
Os efeitos se estendem a cidades do interior. Em Arcoverde (PE), o balanço do São João de 2026 aponta cerca de R$ 147 milhões movimentados na economia local e alta de 21% nas vendas de permissionários e ambulantes em relação ao ano anterior, o que reforça a importância das festas culturais para o comércio, o turismo e os serviços.







