O Santander anunciou mudanças nas condições do crédito imobiliário e passou a permitir financiamentos de até 90% do valor do imóvel em operações selecionadas. Na prática, a medida reduz a entrada mínima exigida dos compradores de 20% para 10%, ampliando o acesso ao financiamento habitacional.
A nova condição começou a valer nesta semana e, segundo o banco, será aplicada após análise individual de cada proposta. Entre os critérios avaliados estão perfil de crédito do cliente, relacionamento com a instituição e características do imóvel financiado.
Com a mudança, um imóvel de R$ 300 mil, por exemplo, poderá exigir entrada de apenas R$ 30 mil, contra os R$ 60 mil normalmente praticados quando o financiamento cobre até 80% do valor do bem.
A flexibilização ocorre em um momento em que o mercado imobiliário busca manter o ritmo de vendas mesmo diante dos juros elevados. Especialistas avaliam que a redução da entrada pode beneficiar principalmente compradores do primeiro imóvel e famílias que possuem renda compatível com as parcelas, mas encontram dificuldade para acumular capital inicial.
Apesar da ampliação do percentual financiado, o Santander destacou que a medida não se tornará um padrão automático para todos os contratos. O modelo seguirá condicionado à avaliação de risco de cada operação. Atualmente, as taxas praticadas pelo banco variam entre 11,69% e 12,29% ao ano, de acordo com o perfil do cliente.
Segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), a regulamentação já permite operações com financiamento de até 90% em determinadas modalidades, embora o mercado tradicionalmente trabalhe com percentuais médios menores.
A novidade também aumenta a competitividade no setor bancário, já que grandes instituições como Itaú e Bradesco seguem operando majoritariamente com limite de financiamento de até 80% do imóvel.
Além da entrada reduzida, o banco mantém outras possibilidades que podem ampliar o acesso ao crédito, como composição de renda entre compradores e utilização do FGTS dentro das regras vigentes do financiamento imobiliário. Os contratos também podem ser parcelados em até 35 anos, dependendo da modalidade escolhida.
Para o mercado imobiliário, a medida pode representar um estímulo importante nas vendas ao longo de 2026, especialmente em segmentos voltados à classe média e compradores de primeiro imóvel, aumentando o número de consumidores aptos a financiar uma unidade residencial.






