Short stay: o que é e como transformar um imóvel parado em renda passiva

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Lohana Ribeiro
aparatamento em salvador, o que é short stay

Você tem um imóvel vazio, sem uso fixo ou que só serve para hospedagens esporádicas de amigos e parentes? Com o modelo de short stay ou aluguel por temporada, esse espaço pode se tornar uma fonte recorrente de renda passiva, e o melhor: sem precisar de um inquilino fixo ou grandes reformas.

Impulsionado por plataformas como Airbnb e Booking, o aluguel de curta temporada ganhou força no Brasil e criou novas oportunidades para quem quer investir no mercado imobiliário de forma mais flexível, lucrativa e pode optar por ter ou não uma gestão profissional.

Mas afinal de contas: o que explica o avanço tão acelerado do short stay, e por que tantos investidores estão comprando imóveis na planta já pensando nesse modelo?

O que é short stay e como funciona

O short stay é um modelo de locação de curta duração, geralmente com contratos de até 90 dias, que atende desde turistas a profissionais em regime remoto. Ao contrário do aluguel tradicional, o imóvel pode ser utilizado pelo proprietário em datas específicas e alugado nos demais períodos para gerar renda extra.

Essa modalidade se apoia em plataformas digitais, como Airbnb, Booking e Vrbo, que conectam os imóveis a uma audiência global. A operação inclui reservas, limpeza, suporte ao hóspede e, em muitos casos, gestão estratégica feita por empresas especializadas.

Diferenças entre short stay e long stay

Embora ambos os modelos gerem renda por meio da locação, suas características são bastante distintas. O short stay oferece maior rentabilidade potencial, com diárias mais altas e alta rotatividade de hóspedes. Por outro lado, exige dedicação do proprietário ou a contratação de gestão profissional. Já o long stay (longa estadia) proporciona receita previsível, mas com retorno limitado e menor flexibilidade de uso.

  • Principais diferenças entre short stay e long stay
quadro comparativo short stay e long stay

Para investidores, a escolha entre short stay e long stay depende do perfil de risco, da disponibilidade para gerir o imóvel e da localização da propriedade. Em regiões com forte apelo turístico, a locação por temporada tem se mostrado mais atrativo para quem busca retorno dinâmico.

Por que o short stay atrai cada vez mais investidores

A combinação entre demanda crescente, digitalização da gestão e potencial de ganhos mais altos tem feito do short stay uma das modalidades de investimento mais inovadoras do setor imobiliário.

A capital baiana, um dos destinos turísticos mais visitados do país, é um exemplo claro desse potencial. Em janeiro de 2025, a cidade já contava com quase 13 mil imóveis disponíveis em plataformas digitais como Airbnb e Vrbo. Dados da AirDNA mostram que, em média, um imóvel operado na capital baiana gera cerca de US$ 3,2 mil por ano (equivalente a aproximadamente R$ 17.560 no câmbio atual), valor muito acima do aluguel residencial tradicional. Esse desempenho se deve a uma demanda constante em regiões estratégicas, como:

  • Barra
  • Ondina
  • Rio Vermelho
  • Itapuã
  • Patamares

Esses bairros estão na linha de frente quando o assunto é locação de curta temporada, pois combinam infraestrutura turística, proximidade de praias e boa conectividade.

Quando comparamos Salvador a São Paulo – que lidera em número de imóveis disponíveis para estadia de curta duração, com quase 50 mil unidades – a capital baiana se destaca por outro motivo: a rentabilidade.

quadro comparativo receita anual short stay em salvador e são paulo

Segundo dados da AirDNA, a diária média em Salvador gira em torno de US$ 69,70 (R$ 390,49), valor superior à média registrada em São Paulo, de US$ 52 (R$ 291,32).

Isso indica que mesmo com um estoque menor de imóveis disponíveis, Salvador consegue atingir um ticket médio mais alto, impulsionado pelo turismo sazonal e pela demanda consistente em bairros estratégicos.

Na prática, isso significa que o investidor em Salvador pode lucrar mais por diária, o que compensa a sazonalidade e torna o modelo de locação de curto prazo ainda mais atrativo.

E não são apenas os proprietários que estão de olho no short stay como fonte de renda. Gestoras de investimentos também começam a explorar a modalidade, como aponta uma matéria da InfoMoney, que destaca o interesse crescente de fundos e empresas especializadas nesse formato de locação. 

Fundos imobiliários compram imóveis para short stay

Isso mostra que o mercado já enxerga o aluguel por temporada como um ativo estratégico, e não mais apenas como renda extra pontual.

Gestão profissional de imóveis para aluguel por temporada

Para muitos investidores, o diferencial está na liberdade de uso e na possibilidade de delegar toda a operação a empresas especializadas. 

Uma das gestoras que apostam nesse modelo é a 535 Homes. Em entrevista exclusiva ao Universo Imobiliário, o cofundador Leonardo Mattos explica que o papel da empresa é justamente atender ao investidor imobiliário que busca rentabilidade sem dor de cabeça:

“Cuidamos de todo o processo: da fotografia profissional e criação dos anúncios com precificação estratégica, à limpeza, lavanderia, manutenção, check-in e check-out, e comunicação com os hóspedes.”

Leonardo Mattos (535 Homes)

A maturidade do mercado fez surgir empresas que operam imóveis com padrão hoteleiro, garantindo boas avaliações, ocupação constante e eficiência operacional. O papel dessas gestoras é fundamental: além de eliminar a sobrecarga do proprietário, elas tornam o negócio mais competitivo em um mercado cada vez mais exigente.

Com foco em fotografia profissional, precificação estratégica, atendimento ao hóspede e manutenção, essas empresas elevam o patamar da locação temporária. Como resultado, o investidor tem acesso à rentabilidade do modelo sem lidar com as tarefas do dia a dia.

O impacto das mudanças de comportamento

O crescimento do trabalho remoto e dos nômades digitais ajudou a consolidar o short stay. Estima-se que, até 2035, o mundo tenha 1 bilhão de trabalhadores remotos. No Brasil, cidades como Salvador já lançam programas para atrair esse público.

Além disso, o turismo doméstico e internacional se recuperou fortemente: em 2023, foram 21,1 milhões de viagens internas no país e 6,7 milhões de turistas estrangeiros em 2024. Esse fluxo impulsiona a busca por estadias com mais privacidade, praticidade e custo-benefício, exatamente o que o aluguel de curta duração oferece.

Além da rentabilidade, o aluguel de temporada oferece ao proprietário a flexibilidade de utilizar o imóvel em períodos de menor procura, algo impossível em contratos longos. Ao contratar uma empresa especializada para gerir o imóvel, o investidor reduz as dificuldades operacionais e foca apenas no acompanhamento dos resultados.

O olhar das incorporadoras

Com a demanda aquecida, o mercado imobiliário passou a lançar empreendimentos pensados para essa finalidade. Segundo Rafael Rios, da BRL Incorp, 40% dos compradores hoje adquirem imóveis com objetivo de investimento.

Somente entre 2023 e 2024, foram lançados mais de 39 mil studios no Brasil. Em Salvador, cerca de 3 mil unidades do tipo são vendidas anualmente, muitas delas já mobiliadas e com estrutura para locação imediata.

Os números confirmam essa tendência. Um levantamento da Brain Inteligência mostra que, desde 2020, foram lançados mais de 72 mil apartamentos do tipo “studio” no Brasil, sendo 39 mil apenas entre 2023 e 2024, grande parte deles planejados para locação de curta temporada.

Esses empreendimentos incluem áreas de coworking, lavanderias coletivas e até parcerias com operadoras de aluguel flexível, um modelo pronto para funcionar desde o dia da entrega.

Aspectos legais que o investidor precisa conhecer

Embora seja uma modalidade legal, a locação por curta temporada exige atenção às regras. A Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/91) permite esse tipo de contrato por até 90 dias, mas decisões recentes do STJ autorizam condomínios a restringirem esse uso por deliberação em assembleia.

Por isso, é fundamental:

  • Verificar se a convenção do condomínio permite aluguel de curta temporada;
  • Acompanhar regulamentações municipais e projetos de lei em tramitação.

Short stay e o futuro do mercado

A lógica do uso compartilhado, da flexibilidade e da experiência personalizada está remodelando o mercado imobiliário. O short stay transforma imóveis ociosos em ativos de alto desempenho, impulsiona a urbanização de áreas turísticas e atrai novos perfis de investidores.

O cofundador da 535 Homes acredita que: 

“Inseriu uma lógica de uso flexível e rentabilidade compartilhada, em linha com a economia colaborativa. Pessoas que antes mantinham imóveis fechados ou subutilizados agora conseguem gerar receita com eles, e ainda manter o uso pessoal quando desejarem”. 

Leonardo Mattos (535 Homes)

Para ele, essa modalidade também gera um efeito positivo sobre os bairros porque proporciona melhorias no padrão dos imóveis, além de incentivar a urbanização de áreas turísticas e valorizar regiões com potencial.

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