O turismo no Nordeste atingiu um novo patamar histórico em 2024, com 433,3 mil empregos formais gerados — o maior número registrado nos últimos seis anos, segundo boletim da Sudene. Essa força empregadora representa 18,6% das vagas formais do setor em todo o Brasil e equivale a 9,8% do PIB regional, maior participação entre todas as regiões do país. Embora o turismo de sol e praia continue como carro-chefe, modalidades como ecoturismo, religioso, de negócios e cultural vêm crescendo com vigor. Na Bahia, no Ceará e em Pernambuco concentram-se quase dois terços dessas vagas, sendo a alimentação o maior empregador (com mais de 247 mil postos).
O turismo internacional também vive um momento extraordinário. Em 2024, os aeroportos da região receberam 337 mil visitantes estrangeiros — um salto de 36,7% em relação ao ano anterior, mais do que o dobro da média nacional (14,6%). A Bahia liderou esse fluxo, com 143,6 mil chegadas, seguida por Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Os hubs Salvador, Recife e Fortaleza concentram 87% dos pousos internacionais no primeiro semestre de 2025.
Em 2025, o quadro se torna ainda mais impressionante. De janeiro a agosto, a Bahia recebeu 133.708 visitantes internacionais — um aumento de 62,3% em relação ao mesmo período de 2024 (quando foram registrados 82.406), segundo dados da Embratur. Só em agosto, os desembarques chegaram a 18.114 estrangeiros, alta de 71,1% em relação a agosto de 2024.
Esse desempenho coloca o turismo baiano em destaque nacional. O forte crescimento tanto de visitantes estrangeiros quanto de empregos formais mostra a robustez da atividade, sua capacidade de retorno econômico e o impacto positivo em diferentes segmentos, como setor imobiliário, locação por temporada, hotelaria, serviços e transportes. O ambiente é favorável para atrair novos investimentos, fortalecer a infraestrutura e diversificar ainda mais a oferta turística — especialmente em destinos emblemáticos como Salvador, que se consolida como porta de entrada e hub de conexão na região.







