Segundo dados de 2025 do Índice FipeZap, no Brasil, os aluguéis acumulam alta de 6,83% até agosto. Nos últimos 12 meses, essa valorização é ainda maior: de 10,04% em média, com destaque para Teresina (+20,48%), Salvador (+18,92%) e Belém (+18,16%).
O preço médio da locação no Brasil foi de R$ 49,77 por metro quadrado em agosto. Dentro desse valor, os imóveis de um dormitório tiveram o maior custo médio por m², de R$ 66,99/m², enquanto os de três dormitórios tiveram o menor, R$ 42,59/m².
Salvador, no entanto, já liderou um recorde recentemente: no acumulado de 2024, o aluguel residencial na capital baiana subiu 33,07%, a maior variação registrada entre as capitais no período.
A rentabilidade média do aluguel residencial no país foi estimada em 5,94% ao ano no longo prazo. Imóveis de um dormitório se destacam com rentabilidade média de 6,70% ao ano, enquanto unidades maiores, com quatro ou mais dormitórios, apresentam rentabilidade menor, cerca de 4,87% ao ano.
Para quem mora de aluguel, essa escalada nos preços significa impacto direto no custo de vida. Orçamentos mensais podem ficar apertados, especialmente em bairros próximos a serviços, transporte público ou infraestrutura valorizada, onde a procura é maior. Inquilinos podem enfrentar dificuldades para renovar contratos ou mudar de imóvel, já que o valor de locação novo tende a refletir essas altas.
Por outro lado, para quem investe em imóveis, o atual cenário apresenta oportunidades interessantes. A rentabilidade cada vez maior dos aluguéis — especialmente em imóveis menores, de um dormitório — torna o investimento mais atraente. Propriedades bem localizadas tendem a ter valorização patrimonial aliada ao rendimento contínuo via aluguel, o que pode compensar o valor inicial elevado.







