Capitais nordestinas ganham protagonismo no mercado imobiliário brasileiro à medida que avançam no Índice de Demanda Imobiliária (IDI) Brasil. No levantamento divulgado no dia 29 de outubro de 2025 pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) em parceria com o Ecossistema Sienge e o Grupo Prospecta, a região Nordeste aparece em destaque: a capital cearense Fortaleza assume a liderança nacional na atratividade para imóveis residenciais no segmento econômico (faixa de renda de R$ 2 mil a R$ 12 mil) e figura entre os destaques nos segmentos de médio e alto padrão. A cidade do Ceará superou a tradicional força da Curitiba (PR) no ranking, mostrando que o Nordeste não apenas acompanha, mas acima de tudo avança com rapidez.
No segmento médio-padrão (renda entre R$ 12 mil e R$ 24 mil), a capital baiana Salvador é outro caso de destaque: impulsionada por maior demanda e novos lançamentos, subiu oito posições e agora ocupa o 4º lugar entre as capitais brasileiras. A lista das dez primeiras colocações nesse segmento é composta por três cidades do Sudeste, duas do Sul, duas do Centro-Oeste e duas do Nordeste — o que reforça a diversificação geográfica da demanda.
O levantamento revela ainda que das dez cidades mais bem colocadas no padrão econômico, cinco estão localizadas no Nordeste. Além de Fortaleza e Salvador, aparecem ainda as capitais de Pernambuco, Maranhão e outras regiões que avançaram significativamente. Esse padrão mostra que o Nordeste vive hoje uma nova fase de valorização residencial, com maior liquidez, estoques mais baixos e maior entrada de lançamentos que atendem demandas variadas — de famílias de menor renda até imóveis de padrão médio e alto.
Especialistas da CBIC destacam que esse avanço da região está vinculado a fatores estruturais: melhorias urbanísticas, maior acesso a crédito, aceleração de lançamentos, e investimento em infraestrutura que torna as cidades mais competitivas. A combinação entre demanda reprimida e condições mais favoráveis fora do eixo tradicional Rio-São Paulo impulsiona esse movimento. Como afirma o presidente do Conselho Consultivo da CBIC, “quando há investimentos na cidade, o mercado imobiliário melhora — e um mercado imobiliário pujante também é bom para as pessoas”.
Em síntese, o relatório mostra que a atratividade das capitais nordestinas deixa de ser apenas promessa para se tornar realidade: Fortaleza lidera no segmento econômico e Salvador consolida posição relevante no médio padrão, o que confirma que o mercado residencial da região está em evolução e em movimento — pronto para captar a atenção de incorporadoras, investidores e compradores que buscam novas oportunidades fora dos grandes centros tradicionais.







