O Palacete Tira Chapéu, inaugurado em 2024 no coração do Centro Histórico de Salvador, destaca-se como um novo polo cultural e gastronômico na Rua Chile, considerada a mais antiga do Brasil. Construído originalmente em 1914 pelo arquiteto italiano Rossi Baptista, o edifício passou por uma restauração minuciosa de quase sete anos, com investimento de R$ 100 milhões, e hoje abriga restaurantes, bares, galerias de arte, lojas, espaços para eventos e um rooftop com vista para a Baía de Todos-os-Santos, consolidando-se como um símbolo da revitalização da região histórica da capital baiana.
O principal nome por trás dessa transformação é o empresário Marcelo Magalhães, natural de Minas Gerais e conhecido por investir no setor de restaurantes em São Paulo, que viu no Palacete uma oportunidade para contribuir com o renascimento cultural e urbano do local. Para Magalhães, o projeto foi movido não apenas por uma lógica comercial, mas por um desejo de reviver e valorizar a energia artística e humana de Salvador, transformando um patrimônio histórico em um espaço vivo e acessível para moradores, visitantes e artistas.
Magalhães reconhece os desafios inerentes à restauração de um prédio histórico e destaca que o trabalho exigiu “paciência, cuidado e entrega”, comparando o processo com a experiência de “conversar com alguém que já viveu muito: é preciso ouvir antes de agir”. Com o apoio de uma rede de parceiros e instrumentos legais de incentivo à cultura, como a Lei Rouanet, ele tem expandido sua atuação para além do Palacete Tira Chapéu com outros projetos na região, incluindo espaços como Chile 27, Peixe Voador, Galeria Fala e Palacete Residence, e planeja ainda a transformação de um antigo cinema histórico em um teatro.
Segundo Magalhães, a visão não é apenas recuperar construções antigas, mas permitir que as próximas gerações vivam o Centro Histórico como um lugar dinâmico e significativo. Ele argumenta que o valor desses investimentos vai muito além dos números envolvidos, pois está ligado ao impacto cultural, social e econômico de manter viva a área onde se formou parte essencial da história do Brasil, contribuindo para que o patrimônio urbano continue relevante e pulsante no presente.







