A Prefeitura de Salvador deu início ao mapeamento dos principais pontos turísticos da cidade como parte de um projeto que visa transformar a capital baiana em um Destino Turístico Inteligente (DTI), integrando tecnologia, inovação, sustentabilidade e governança ao planejamento do setor. A primeira reunião do Comitê Gestor de Destinos Turísticos Inteligentes de 2026, realizada no auditório Makota Valdina, na sede da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), marcou o início da articulação para identificar áreas com potencial para receber melhorias e soluções estruturadas.
O encontro contou com representantes de diversas secretarias municipais, órgãos públicos, iniciativa privada, universidades e sociedade civil, reforçando a proposta de construir um modelo moderno de gestão turística que envolva diferentes setores da sociedade. De acordo com Pierre Valcacio, diretor de Planejamento, Inteligência e Inovação Turística da Secult, a estratégia adotada segue as diretrizes do modelo DTI-BR, que contempla nove eixos essenciais, incluindo governança, inovação, tecnologia, acessibilidade, criatividade, sustentabilidade, segurança, mobilidade e promoção.
Segundo Valcacio, o mapeamento inicial servirá como base para diagnosticar a situação atual do turismo em Salvador, identificar lacunas e oportunidades, além de ajudar a priorizar intervenções e projetos estruturados para fortalecer a competitividade da cidade no cenário nacional e internacional. O trabalho do comitê será desenvolvido por grupos temáticos integrados, abordando desde a governança e digitalização de processos até a gestão de dados e participação social, com foco em colocar a capital em um novo patamar de gestão turística.
O subsecretário da Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (Secis), Valter Pinto, destacou que os territórios criativos, culturais e ambientais da cidade têm grande potencial para impulsionar o turismo inteligente. Segundo ele, espaços com relevância histórica, social e ambiental podem se tornar verdadeiros polos de turismo criativo, ecoturismo e economia da cultura, integrando as comunidades locais ao desenvolvimento sustentável da atividade turística.
Com o início dos trabalhos, Salvador começa a estruturar um modelo de gestão inédito que conecta o poder público, a iniciativa privada, universidades, entidades do setor e a população, com o objetivo de consolidar a cidade como um destino turístico inteligente, criativo e competitivo no Brasil e no mundo. O projeto busca reforçar o posicionamento da capital baiana no mercado turístico, alinhado ao movimento de modernização e inovação que tem sido observado em iniciativas similares pelo país.







