Mesmo após diversas tentativas de venda, o prédio que abrigava a antiga sede dos Correios, no bairro da Pituba, em Salvador, continua sem comprador. O imóvel, um dos maiores ativos imobiliários da estatal na Bahia, já passou por cerca de 20 leilões sem sucesso.
Localizado na Avenida Paulo VI, o complexo está desativado há aproximadamente sete anos e se tornou um símbolo de um ativo de alto valor, mas com baixa liquidez no mercado. O lance mínimo mais recente gira em torno de R$ 130 milhões, valor abaixo da avaliação oficial, numa tentativa de atrair investidores.
Com mais de 40 mil metros quadrados de área construída, o espaço inclui um edifício empresarial de múltiplos pavimentos, além de áreas operacionais e estruturas de apoio. Apesar do potencial para retrofit ou novos projetos, o tamanho do investimento e as exigências envolvidas na aquisição têm dificultado a negociação.
Outro fator que pesa contra o imóvel é o estado de abandono. Sem uso desde 2019, o prédio já foi alvo de invasões e episódios de vandalismo, o que aumenta a percepção de risco e os custos adicionais para recuperação da estrutura.
O modelo de venda também pode ser um entrave. O edital prevê pagamento à vista e exige que o comprador assuma integralmente os custos e trâmites para regularização e posse do imóvel, o que reduz o universo de interessados.
Mesmo diante das dificuldades, o ativo segue sendo considerado estratégico pela sua localização privilegiada em uma das áreas mais valorizadas de Salvador. A expectativa é que novos ajustes nas condições de venda ou mudanças no cenário econômico possam destravar o negócio nos próximos leilões.







