Futebol, surfe, corridas de rua e bodyboarding colocam o estado no radar de viajantes que misturam esporte e lazer; Copa do Mundo aquece setor
A Bahia consolidou sua posição no mapa do turismo esportivo brasileiro. Um levantamento realizado pela Maximum Boxing, empresa especializada em equipamentos de combate, coloca o estado na quinta colocação entre os destinos mais procurados por brasileiros para viagens relacionadas ao esporte em 2026 — atrás apenas de Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais.
O resultado reflete uma combinação de fatores que tornam a Bahia atrativa para esse perfil de viajante. A paixão pelo futebol, representada por Bahia e Vitória — dois dos clubes mais tradicionais do país —, é um dos principais motores. Mas o calendário esportivo baiano vai muito além das quatro linhas: o estado recebe o Circuito Baiano de Bodyboarding em Stella Maris, o Sul Baiano de Surf na Praia do Norte, em Ilhéus, e torneios regulares de futevôlei e vôlei de praia em Salvador e Mucuri.
As corridas de rua também contribuem para o apelo do estado. Provas como a Corrida Sagrada, no tradicional Caminho do Bonfim, e o Corre Salvador Folia reúnem esporte, devoção e cultura popular em um formato que atrai participantes de todo o país.
Setor em expansão
A pesquisa, conduzida com cerca de 500 adultos em todo o Brasil, mostra que o turismo esportivo está em franca ascensão — em parte impulsionado pela proximidade da Copa do Mundo. Dados do Ministério do Turismo citados no estudo indicam que 14% dos viajantes brasileiros têm o esporte como motivação principal para viajar, índice próximo ao do turismo de bem-estar, que atrai 15%.
Entre os entrevistados, 54,8% afirmaram que assistir a eventos e campeonatos ao vivo pesa diretamente na escolha do destino. Outros 46,6% viajam para praticar esportes, seja como hobistas ou competidores — um perfil que movimenta desde a hotelaria e a gastronomia local até serviços de transporte e guias especializados.
Completam o ranking dos dez estados mais procurados Pernambuco (6º), Ceará (7º), Amazonas (8º), Distrito Federal (9º) e Paraná (10º).






